O fim da E3?

Você deve ter ouvido falar que a versão deste ano da Electronic Entertainment Expo, mais conhecida como a E3, foi cancelada devido à pandemia da COVID. E isso não é surpresa, já que grandes eventos em todo o mundo foram cancelados pelo mesmo motivo. Mas depois que o mundo sair dessa crise, o futuro da E3 pode estar em dúvida por razões que não têm nada a ver com uma pandemia. Mas por quê?

A E3 tem sido bastante importante há muito tempo. A exposição remonta a 1995, quando a indústria dos jogos decidiu que estava cansada de ser um anexo em feiras de tecnologia e, finalmente, disse: "Danem-se! "Faremos nosso próprio evento, com Blackjack e prostitutas." Essa última parte foi brincadeira. Mas depois que os desenvolvedores de jogos a organizaram por conta própria, a E3 rapidamente se transformou em um evento importante para a indústria. Ele virou tradição pelos lançamentos de grandes consoles e de jogos de alto nível de grande sucesso de vendas. E jogadores de todos os lugares ficaram com inveja durante anos dos membros da indústria que podiam comparecer, embora tenha finalmente sido aberta ao público em geral em 2017.

Com os jogos sem dúvida como uma força maior na nossa cultura atual do que jamais ocorreu na história, com a ascensão dos esports, e de smartphones que funcionam como uma plataforma móvel de jogos no bolso de todos, por que uma feira comercial focada em videogames estaria em dificuldades? Um motivo está relacionado com a distribuição digital e as mídias sociais. Lembra quando você era criança e jogar significava ter um novo console ou uma cópia embalada de um jogo muito antecipado na manhã de natal? Obviamente, consoles dedicados e mídias físicas ainda existem, mas as empresas agora podem levar novos jogos e atualizações para os jogadores rapidamente. Pense em como o Apex Legends, que ficou imensamente popular, foi revelado com um anúncio surpresa em vez de um evento de feira.

E a ascensão das mídias sociais significou que os desenvolvedores agora podem levar informações sobre títulos futuros e hardware diretamente para clientes em seus próprios horários, em vez de esperar por um evento da indústria. Nintendo, Sony, Microsoft, todas têm seus próprios eventos virtuais focados apenas em seus produtos. Na verdade, a Sony nem se deu ao trabalho de aparecer na edição de 2019 da E3 simplesmente por não acharem isso necessário. E não seria surpreendente se outros pesos pesados da indústria de jogos seguissem o exemplo no futuro. Qual é o sentido de anunciar um console de peso em um evento com espaço limitado quando está tentando competir com muitos outros fornecedores em termos de atenção e audiência?

A Microsoft já manifestou essa tendência anunciando o Xbox Series X pela internet, em vez de fazê-lo em um evento físico. Em seguida, lembre-se de que a E3 está enfrentando uma concorrência cada vez mais forte de outros eventos como a Gamescom, a PAX ou a LTX, que são mais focados em jogadores e clientes do que na indústria, tornando-os mais interessantes para os desenvolvedores que querem criar agitação junto aos fãs. Até um dos membros da E3 ajudou no declínio do evento. Geoff Keighley, um locutor de transmissões ao vivo da E3 de uma parte do evento, anunciou que não participaria antes do cancelamento. Em vez disso, Keighley anunciou que comandaria seu próprio Summer Game Fest, que pode ser visto como mais uma concorrente da E3.

A E3 respondeu tentando trazer mais interatividade ao evento e torná-lo um pouco menos focado unicamente no lado comercial da indústria. Mas não está claro se isso causará impacto quando o evento voltar em 2021. Mas me pergunto quanta interatividade haverá se todos tivermos que ficar a 2 metros de distância. Obrigado por assistirem. Se gostou deste vídeo, dê um joinha, clique em inscrever-se e não deixe de mandar mensagens na seção de comentários com suas sugestões para assuntos que devemos abordar no futuro.

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